Sodomia: inferno agora e depois
Esse vício é a morte do corpo, perdição da alma

«Os bispos de Torreón e Gómez Palacio abriram suas catedrais ao IV Congresso Nacional da Rede Católica Arco-Íris do México. Na Missa de encerramento, o emérito de Saltillo, Raúl Vera, proclamou do altar que homossexualidade «não é pecado». (Infovaticana 04.08.2026)
Por Juan Cruz
Pois então por exemplo, São Pedro Damião (como todo pastor que se preocupa verdadeiramente com seu rebanho deve fazer) já levantou a voz contra a sodomia, definindo-a como o maior e mais grave de todos os vícios.
"Este vício (o da sodomia) não pode ser comparado de modo algum com nenhum outro, uma vez que supera enormemente todos eles. Esse vício é a morte do corpo, perdição da alma; Infecta a carne, apaga as luzes da mente, expulsa o Espírito Santo do templo do coração, faz o diabo entrar, promotor da luxúria; induz ao erro, rouba a verdade da mente, enganando-a; prepara armadilhas para quem anda, fecha a boca do poço para quem cai nele; abre o inferno, fecha as portas do Paraíso, transforma o cidadão da Jerusalém celeste em habitante da Babilônia infernal: secciona um membro da Igreja e o lança nas chamas gananciosas da Geena ardente.
Este vício procura derrubar os muros da pátria celeste e procura reconstruir o que foi queimado em Sodoma. É algo que atropela a sobriedade, que assassina a modéstia, que degola a castidade, que destrói a virgindade com a lâmina de uma repugnante infecção. Suja tudo, ofende tudo, mancha tudo e como não tem nada puro em si mesmo, nada livre de indecência, não suporta que nada seja puro. Como diz o apóstolo, "tudo é puro para os puros, mas para os incrédulos e contaminado nada é puro" (Tito 1, 15). Esse vício expulsa o coro da família eclesiástica e nos obriga a orar com os endemoninhados e com os que sofrem por causa do diabo; separa a alma de Deus para uni-la ao Diabo.
Esta rainha pestilentíssima dos sodomitas torna desajeitados aos homens e odiosos a Deus os que se submetem à sua lei. Exige empreender uma guerra abominável contra o Senhor, militar sob as insígnias de um espírito absolutamente mau; separa o consórcio dos anjos e com o jugo de sua dominação sente falta da alma de sua nobreza inata. Destitui de seus soldados as armas da virtude e os expõe, para que sejam traspassados, aos dardos de todos os vícios. Ela humilha na igreja, condena no tribunal, corrompe em particular, desonra em público, rói a consciência com um verme, queima carne como fogo, empurra para satisfazer a luxúria, e por outro lado teme ser descoberta, mostrando-se em público, que os homens a conhecem. Aquele que olha com apreensão para o próprio cúmplice da perdição, o que não temerá?
A carne arde com o fogo do desejo, a mente treme congelada pela suspeita, e o coração do infeliz ferve como um caos infernal: toda vez que os espinhos do pensamento o atingem, em certo sentido, ele vem torturado com tormentos de castigo. Uma vez cravada esta cobra venenosaíssima numa alma infeliz, a pobrezinha perde imediatamente o controle, a memória esmorece, a inteligência escurece, esquece-se de Deus e até de si mesma. Essa praga expulsa o fundamento da fé, absorve as forças da esperança, destrói o vínculo da caridade, elimina a justiça, baixa o vigor, remove a temperança, mina o fundamento da prudência.
O que devo acrescentar ainda? No momento em que baniu do palco do coração humano a lista de todas as virtudes, como que rompendo as fechaduras das portas, traz para dentro dela a turba bárbara dos vícios. A isso é aplicado exatamente aquele versículo de Jeremias (Lamento 1, 10) que trata da Jerusalém terrena: "O inimigo pôs a mão sobre todas as coisas que Jerusalém tinha de mais apreciáveis; e ela viu os gentios entrarem no seu santuário, dos quais tu havias ordenado que não entrassem na tua igreja". Aquele que é devorado pelas presas ensanguentadas desta besta faminta é mantido longe, como por correntes, de qualquer boa obra e é instigado sem freio a contê-la, pelo precipício da mais infame perversão. Logo que se cai neste abismo de perdição total, é-se ipso facto banido da pátria celeste, é-se separado do Corpo de Cristo, rejeitado pela autoridade de toda a Igreja, condenado pelo juízo dos Santos Padres, expulso da companhia dos cidadãos da cidade celeste. O céu torna-se como o ferro, a terra como o bronze: nem se pode subir a ele, já que se está sobrecarregado pelo peso do crime, nem se poderá esconder seus males no esconderijo da ignorância por muito tempo. Nem poderá gozar aqui quando estiver vivo, nem mesmo esperar no além quando morrer, porque agora deve suportar a desgraça da ridicularização dos homens e depois os tormentos da condenação eterna.
Choro por ti, alma infeliz entregue à imundície da impureza, e choro por ti com todas as lágrimas que tenho nos olhos! Que dor!
De R. Gomorriano de San Pedro Damián (Fonte: El Español Digital)






