Ressurreição de Nosso Senhor — não é uma lenda, é um dos fatos mais comprovados da História Antiga

05/04/2026

Nesse período, como se fosse um "prolongado domingo", o "Aleluia" 

O "Tempo Pascal" corresponde a um dos períodos mais solenes do Ano Litúrgico. Ele começa com a Vigília Pascal, na véspera do Domingo da Ressurreição, e segue, no rito tradicional, até o fim da Oitava de Pentecostes, período festivo no qual abundam os "Aleluia" e se reza, em lugar do Ângelus, o hino mariano Regina Coeli, laetare ("Alegrai-Vos, ó Rainha do Céu). Depois que Paulo VI, com sua controvertida reforma, despojou o Espírito Santo dessa oitava de sua grande festa, no missal novo empobrecido o Tempo Pascal acaba no próprio dia de Pentecostes.

O Abade de Solesmes, Dom Prosper Guéranger (1805-1875), na sua famosa obra L'Année Liturgique, expõe que se pode dizer que o "Tempo Pascal" não é composto por várias festividades, mas de uma única solenidade prolongada: "É a mais longa das solenidades da Igreja. Forma um único período festivo, no qual a alegria da Ressurreição não conhece interrupção."

Nesse período, como se fosse um "prolongado domingo", o "Aleluia", como manifestação de júbilo pela Ressurreição, é repetido frequentemente nos cânticos da Liturgia, após ter sido emudecido durante a Quaresma. O Círio Pascal (símbolo de Cristo ressuscitado), aceso na Vigília da Páscoa, assim permanece durante todas as Missas do "Tempo Pascal".

O ápice das solenidades comemora-se no Domingo de Páscoa. Por excelência, a proclamação da vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo com a Ressurreição. Vitória inequívoca e fato histórico, pois testemunhado por numerosas pessoas, tanto por amigos quanto por inimigos. Elas O viram morrer na Cruz, assistiram seu sepultamento e depois O viram em diversas ocasiões. Inclusive, entabularam conversas com Jesus. Algumas até, como no caso dos Apóstolos, tomaram refeições com Ele e deixaram registros — basta ler os Evangelhos — de que, após a Ressurreição, passou 40 dias na Terra antes de sua Ascensão ao Céu em corpo e alma.

É o que demonstra brilhantemente Mons. Tihamer Toth (1889-1939), bispo-coadjutor de Veszprém (Hungria), num de seus célebres sermões, em estilo muito agradável, que reproduziremos proximamente.

Complementando esse tema, o Pe. David Francisquini, na seção "A Palavra do Sacerdote" (p. 36), responde a questão falaciosa: a Ressurreição de Cristo foi um fato empírico acessível aos métodos da história científica ou uma subjetiva "experiência de fé"?

Desejando a todos uma boa leitura, fazemos nossos os conselhos de São Paulo Apóstolo: "Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com Ele na glória" (Col. 3, 1-4). (Fonte: Agência Boa Imprensa)

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