Por que tantos cardeais e bispos têm tanto ódio à Missa Tradicional? (Tridentina)
Santa Missa Tridentina cresce em todo o mundo apesar de perseguições

A Missa Tridentina, frequentemente chamada de "Missa de Sempre", não é apenas um rito litúrgico; é a expressão máxima da Fé que atravessou séculos, santificou Papas e foi o sustento dos mártires desde os tempos dos Padres da Igreja. No entanto, vivemos tempos paradoxais. O que era sagrado por milênios hoje é perseguido por aqueles que deveriam ser seus guardiões.
(Por Vida e Fé Católica)
A partir do pontificado do Papa Francisco, observamos um endurecimento sem precedentes contra a Missa Tradicional, revogando a generosa abertura de Bento XVI (em seu motu proprio Summorum Pontificum). Por que tanto desprezo por um rito que produz frutos óbvios de santidade? A resposta reside em uma mudança profunda de paradigma: o deslocamento do centro, onde Cristo deu lugar ao homem.
1. A inovação contra a continuidade
Para os defensores do aggiornamento (atualização), a Missa de Sempre é um lembrete incômodo de que a Igreja possui uma identidade imutável. Enquanto o Vaticano II é apresentado por muitos como uma "ruptura" necessária para se adequar à modernidade, a Missa Tridentina permanece como o símbolo da continuidade. O ódio de certos prelados nasce do fato de que a liturgia antiga expõe a fragilidade e a horizontalidade das inovações litúrgicas contemporâneas.
2. O antropocentrismo vs. o Teocentrismo
O ponto nevrálgico da questão é a mudança do foco. Na Missa Tradicional, tudo converge para o Sacrifício de Cristo no Altar; o padre está voltado para Deus (Ad Orientem). No progressismo, a missa tornou-se um "banquete comunitário" onde o homem é o protagonista. O silêncio sagrado e a reverência da Missa de Sempre são vistos como "elitistas" porque não celebram a assembleia, mas sim a Majestade Divina.
3. O obstáculo ao falso ecumenismo
Muitos bispos veem a Missa Tridentina como um obstáculo ao diálogo inter-religioso. Por ser uma afirmação clara dos dogmas católicos — como a presença real e a natureza propiciatória do sacrifício —, ela é vista como "exclusivista". Para aqueles que buscam uma religião universal humanista, os dogmas claros e a língua latina da Tradição são barreiras que precisam ser derrubadas.
4. A reação contra a moral e a disciplina
A perseguição não é apenas estética; é moral. As comunidades que frequentam a Missa Tradicional são conhecidas por:
Famílias numerosas: Fiéis que rejeitam a mentalidade contraceptiva e abraçam a vida como dom de Deus.
Piedade eucarística: O ato de receber a Comunhão de joelhos e na boca é uma profissão de fé que incomoda quem deseja dessacralizar o Sacramento.
Confissão frequente: O senso de pecado e a necessidade de penitência batem de frente com a teologia moderna que relativiza a culpa.
Para um clero imerso no progressismo, o rigor moral e a disciplina desses fiéis são vistos como "rigidez", quando, na verdade, são apenas a prática coerente do Evangelho.
5. O medo do exemplo sacerdotal
A Missa de Sempre molda padres exemplares, focados na sua identidade sacerdotal e na salvação das almas. Bispos que abraçaram uma visão puramente sociológica da Igreja sentem-se ameaçados por jovens sacerdotes que preferem a batina, o breviário e o confessionário. A eficácia pastoral da Tradição — que atrai jovens e famílias enquanto as paróquias progressistas esvaziam — gera uma inveja institucional que se converte em proibição.
"O que as gerações anteriores consideravam como sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de repente totalmente proibido ou mesmo considerado prejudicial." — Papa Bento XVI
Conclusão
O ódio à Missa Tradicional é, em última análise, um ódio à própria Tradição que a Igreja sempre defendeu. Quando o "homem moderno" se torna o critério de verdade, o sagrado passa a ser um inimigo. No entanto, a história da Igreja ensina que a verdade não pode ser suprimida para sempre. Onde houver busca pela santidade e adoração verdadeira, a Missa de Sempre resistirá. (Redação: Vida e Fé Católica)
Dois pesos, duas medidas: A perseguição ao Rito Romano Tradicional e a pluralidade oriental
Por que no Oriente vários ritos litúrgicos são permitidos e no Ocidente tem que ser apenas a Missa Nova?
Se desejamos restaurar a Fé, precisamos restaurar a devoção mariana em nossas casas.







