O perigo dos bispos "Ameba"

22/11/2023

Estes não são bons tempos para certos perfis de bispos. Se você é daqueles que defende os ensinamentos da Igreja até suas últimas consequências ou não defende mudanças disruptivas ou modificação da doutrina, você saberá que está sob a mira de Roma.

Sempre foi dito no provérbio popular que quem se mexe não aparece na foto. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o bispo Joseph Strickland ou anteriormente com Daniel Fernandez, bispo emérito de Arecibo. Se algum prelado ousar tomar um roteiro (não herético) diferente daquele estabelecido pelas diferentes Conferências Episcopais, corre o risco de ser "misericordioso".

Questões como ecologia, imigração, armas nucleares, pobres ou o flerte bobo com grupos LGBT que não aceitam o projeto de vida que a Igreja propõe aos homossexuais, estão na ordem do dia no Vaticano. É por isso que é cada vez mais difícil ouvir os bispos falarem sobre outros assuntos, talvez de maior importância e que são mais urgentes para as almas.

Os bispos não são meros funcionários eclesiais. Devem ser pastores e devem-no ao rebanho que lhes foi confiado. Quantas vezes já ouvimos nossos bispos falarem sobre pecado, céu ou inferno, oração, terço ou castidade? Há sempre honrosas exceções que saem dos fáceis discursos de "copiar e colar" proferidos pela Conferência Episcopal.

Há bispos que dedicam tempo todas as semanas a preparar as suas homilias e escritos. Alguns exemplos são Demetrio Fernández, Francisco Pérez González, Jesús Sanz ou José Ignacio Munilla. Há uma alta porcentagem de bispos que não estão lá nem esperam. Certamente são boas e longe de doutrinas confusas, mas por medo, preguiça ou covardia permanecem caladas. Talvez fosse bom que eles se lembrassem de que o pecado não é apenas de palavra e ação, mas também de omissão.

Os Bispos têm a tarefa fundamental de confirmar na fé o Povo de Deus que peregrina no seu território. Imagina se um político se dedicasse apenas a falar de futebol ou se uma mãe estivesse equidistante dos erros dos filhos? Um bispo está lá para falar de Deus, do Evangelho e dos ensinamentos da Igreja. Sem açucar a mensagem e sem esconder ou tentar esconder as virtudes que estão menos na moda ou incompreendidas pela sociedade secularizada de hoje.

O nível intelectual dos nossos bispos está em declínio? Parece que sim, e é algo que se fala nos círculos de Añastro. Certamente a culpa não é daqueles que são elevados ao episcopado, mas daqueles que os selecionam. Passamos de bispos doutos e sábios, que souberam cumprir seu papel de transmitir a fé e os ensinamentos da Igreja, para ter bispos das "periferias" que se dedicam a ser queridos e solidários com os mais distantes para quem sabe muito bem o quê.

Não há nada pior do que aquele que sabe e não ensina, ou aquele que tem uma responsabilidade e não a exerce e prefere enterrar a cabeça no chão como um avestruz. A mentalidade de querer parecer ser do "centro" para evitar as "críticas" de um ou de outro mostra uma mornidão digna de uma ameba. Se você não está disposto, caro Bispo, a lutar a todo custo, por que aceitou a mitre?

Sede ousados, Bispos, e abandonai os discursos vazios de que Cristo morreu numa árvore porque foi coerente até ao fim com os desígnios do Pai, e muitos apóstolos são mártires por defenderem o Evangelho e darem testemunho dele até às últimas consequências. (Fonte: InfoVaticana)

Um bispo anglicano, referindo-se ao protestantismo, disse que ele consiste em acreditar em tudo o que você quer e fazer tudo o que você acredita. O protestantismo aceita essa afirmação sem surpresa, porque é a realidade de sua doutrina. Ele não sabe indicar o que é necessário para ser cristão, aliás, sustenta que é inútil saber. Não tem símbolo...