
O efeito Francisco
Linha modernista cujo foco mais destacado estava em nos apresentar um Jesus: secular, feminista, iliberal, ambientalista...

Embora a crise já se arrastasse há muito tempo e fosse maior e mais grave do que alguns acreditavam, ninguém moderadamente sensato deixa de considerar que Francisco foi por algum tempo o Vigário de Cristo na terra. O que a priori destoa de considerá-lo um fiasco de desproporções inimagináveis para a Igreja Católica e para o mundo.
Por Pablo Gasco de la Rocha
Desproporções que foram denunciadas por diversos setores da Igreja sem excluir cardeais e bispos de grande prestígio, dentre os quais destacamos o Cardeal Gerhard Müller e o Bispo Athanasius Schneider, que afirmaram que Francisco criou «confusão» no seio da Igreja e que faltou ao seu Pontificado falta de liderança na unidade e verdade da fé«. Denúncias que muitos católicos apreciavam.
Muller e Schneider
Confusão, como consequência de uma linha pastoral e moral modernista que deixou de lado questões de enorme significado moral como o aborto, o declínio da fé na Europa, a situação dos direitos humanos nas ditaduras da América do Sul, o perigo jihadista para o mundo ocidental e a falta de liberdade para a Igreja Católica e a fé cristã em inúmeros países muçulmanos, muitos visitados por Francisco cujas autoridades e líderes religiosos trato com excessiva benevolência, com afirmações absolutamente sem sentido.
Linha modernista cujo foco mais destacado estava em nos apresentar um Jesus: secular, feminista, iliberal, ambientalista, utópica, contra-hegemônica, em cuja práxis libertadora quatro questões foram fundamentais em seu pontificado: 1a) A defesa do coletivo LGBTQ+, com uma infinidade de afirmações em favor de sua inclusão no seio da Igreja, bem como atitudes escandalosas como receber ativistas homossexuais e lésbicas com seus parceiros. 2°) Abertura à comunhão dos divorciados recasados, dessacralizando os sacramentos da Eucaristia e do Matrimônio.3°) Diálogo inter-religioso com todo tipo de crença e até seitas.4°) Apoio à imigração para a Europa e os EUA.
De toda essa baboseira, que jamais imaginaríamos em um Papa, restou ao mundo as seguintes considerações.
Seu louvor ao Islã e suas advertências dos "paciência" que os cristãos em geral e os católicos em particular tinham que ter com os muçulmanos que assassinam cristãos em todo o mundo, porque "nós cristãos também fizemos cruzadas". Suas opiniões absolutamente loucas a favor da imigração para a Europa e os Estados Unidos, insistindo na obrigação moral de acolher e apoiar todos os imigrantes que quisessem assaltar nossas fronteiras, cuja crítica mais significativa foi a de Donald Trump, que declarou com todo respeito: "O Papa Francisco é uma pessoa muito política, acho que ele não entende os problemas que o México tem, o perigo da fronteira aberta que temos com aquele país". E sua postura beligerante na questão das mudanças climáticas, cujas afirmações eram de uma simplicidade que beirava o absurdo. E junto com tudo isso, o que seria suficiente, Francisco parecia ter um interesse especial em dividir a Igreja devido ao seu desejo de criticar o que considerava seu setor conservador, a quem tratava com desdém e desdém, chamando-o de "rigorista", sendo seu ato mais óbvio a quase proibição da Missa tradicional.
Assim, Francisco foi atendido e não desejado por um número imenso de fiéis católicos. O motivo não foi outro senão a formação e as experiências passadas do cardeal Jorge Mario Bergoglio em sua Argentina natal, sua falta de formação intelectual e seu caráter arrogante que o fizeram sentir-se auto-suficiente para ditar normas e emitir opiniões. Normas e opiniões que, pelo eco que as palavras do Papa têm no mundo, tinham que ser mais prudentes ou consensuais com os que fossem melhores e mais preparados.
E já que tudo o que é feito tem consequências, vamos enumerar brevemente sete consequências que apreciamos hoje a partir de seu Pontificado, que é o que chamo de Efeito Francisco.
1a. A presença de uma peregrinação internacional do movimento LGBTQ+ no Jubileu 2025, aprovada pelo Vaticano. Presença descrita por Monsenhor Schneider como "ultraje a Deus", enquanto acusa os clérigos que promovem a agenda homossexual de serem "criminosos espirituais" e "assassinos de almas".
2a. Aumento dos ataques jihadistas na Europa, que chegaram ao ponto de ameaçar incendiar Notre Dame novamente se a França não libertar o terrorista Ibrahim Al-Issawi, responsável por um esfaqueamento múltiplo na basílica de Nice, que deixou três mortos em outubro de 2020. Amém de las massacres de cristãos pelas mãos de jihadistas na África.
3a. A submissão do Vaticano ao Partido Comunista da China como mais uma vez ficou demonstrado pela decisão do Papa Leão 1980.
4a. A consolidação do diálogo sincretista como evidenciado após as felicitações que o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso dirigiu aos hindus por ocasião do feriado de Diwali, em 20 de outubro de 2025. E a criação no Vaticano de salas de oração para muçulmanos na Biblioteca Apostólica.
5a. A insistência do atual Papa contra a ofensiva imigratória de Trump e as novas leis regulatórias da Europa, exortando os bispos a defenderem publicamente os imigrantes.
6a. A eliminação em muitas dioceses do mundo da chamada Missa tradicional, desejada por praticantes cada vez mais fiéis, em aplicação do motu proprio Custódios Traditionis de Francisco que restringe ao máximo o uso do missal anterior à reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. (Fonte: El Español Digital)
Você sabe o que é direção espiritual?
Conheça a importância da direção espiritual
Intercessão dos Santos, lembrada quando a mão do homem fracassa






