O documentário que mostra como o bispo progressista Michele Martin fecha paróquias cheias de vocações
O que acontece quando comunidades católicas vibrantes, com famílias jovens e seminários em crescimento, são privadas da Missa que as sustentava?

O novo documentário, "Bread Not Stones" (Pão, Não Pedras), responde a essa pergunta mostrando o caso da Diocese de Charlotte (EUA), onde a implementação da Traditionis Custodes desferiu um duro golpe para aqueles que cresceram espiritualmente em torno da Missa Tradicional.
De acordo com o filme, padres, convertidos e famílias descrevem como a Missa Tradicional transformou suas vidas: casamentos salvos do divórcio, jovens atraídos para o seminário, crianças descobrindo a fé com reverência e silêncio. Em paróquias como Santa Ana e São Tomás de Aquino, a frequência era tão grande que muitas vezes não havia espaço para sentar, e daí surgiram nove seminaristas e duas vocações para a Fraternidade de São Pedro.
Mas o que parecia uma história de crescimento tomou um rumo pior. O documentário mostra que o Bispo Martin ordenou que a Missa Tradicional deixasse de ser celebrada nessas paróquias e a transferisse exclusivamente para uma capela em Morrisville. O resultado, narram os personagens, tem sido devastador: famílias forçadas a viajar longas distâncias com crianças pequenas, padres que sentem ter perdido seus paroquianos e comunidades dilaceradas que agora vivem uma "dupla vida litúrgica": missa em um lugar, sacramentos e catecismo em outro.
"Que bom pai dá pedras aos filhos quando eles pedem pão?"
A frase, repetida por uma mãe no documentário, resume a dor retratada em "Pão, Não Pedras". Outro padre confessa diante das câmeras: "Com todos os meus coroinhas, sinto que nunca mais os verei". Muitos fiéis descrevem isso como um "divórcio forçado" dentro da mesma paróquia: ovelhas dispersas e alimento espiritual retirado daqueles que estavam dando mais frutos.
E, no entanto, o documentário não termina em desespero. Seus protagonistas falam de um "exílio babilônico" que passará, convencidos de que a missa tradicional, mesmo que relegada, veio para ficar, pois continua a nutrir milhares de almas e a gerar vocações visíveis. A questão que se coloca é direta e difícil de evitar: como pode ser mau algo que, longe de dividir, gerou fé, unidade e vocações? (Fonte: INFOVATICANA)
Veja o documentário completo: