Com a autodemolição da Igreja, a confiança para perseverar na fé

15/07/2023

Enfrentando as tormentas atuais, a virtude da confiança necessária para mantermos a fidelidade católica. Um manifesto do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira orienta os fiéis a acrisolar nossa certeza na vitória da Igreja, mesmo atravessando as mais duras investidas anti-católicas, ela triunfará, temos a promessa indefectível de que "as portas do inferno não prevalecerão".

Em meio ao caos e às loucuras do mundo atual, assim como da crise apocalíptica pela qual atravessa a Santa Igreja, corroída por um processo de autodemolição, os fiéis católicos — abatidos, aflitos, temerosos, como náufragos numa noite escura durante uma tempestade, sem um farol que lhes indicasse o porto seguro —, poderiam ficar tentados a perder a fé.

Na recente assembleia Caminho Sinodal Alemão, qualificada pelo Cardeal Gerhard Müller como pior do que um cisma, pretendeu-se adulterar o ensinamento perene da Igreja, por exemplo em matéria moral. E agora, com a trágica perspectiva do Sínodo sobre a sinodalidade — que reunirá no Vaticano em outubro deste ano e do próximo bispos do mundo inteiro com a pretensão de dar continuidade ao "sínodo alemão" —, o desânimo poderia nos abater, se não resistirmos.

Nessa perspectiva, peçamos a Nossa Senhora da Confiança a graça da perseverança na fé, para nos mantermos firmes na resolução de enfrentar o presente tsunami autodemolidor com o ânimo de verdadeiros cruzados em defesa da Igreja.

Agindo assim, poderemos atribuir à Santa Igreja e fazê-las nossas as memoráveis palavras de Cícero: "Alios ego vidi ventos; alias prospexi animo procellas" — "Eu já vi outros ventos e lutei com mesmo ânimo em outras tempestades" (Familiares, 12, 25, 5). Ao longo de sua história bimilenar, a Igreja atravessou terríveis tormentas e saiu incólume, por ser imortal e ter a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo "portae inferi non praevalebunt adversum eam" (Mt 16, 18).

Sim, as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Mesmo arrostando atualmente as mais ignóbeis investidas de seus adversários, ela triunfará desta crise sem precedentes e sairá ainda mais esplendorosa do que no passado.

Nesse panorama tenebroso, como um farol a iluminar durante as borrascas, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira publicou no dia 19 de junho um oportuno manifesto que constitui a matéria de capa da edição da revista Catolicismo deste mês [capa acima]. Ele é um apelo ao clero silencioso, estendido também aos fiéis, para que não permaneçam calados, mas bradem, alertem, denunciem os responsáveis pela crise na Igreja, a fim de que não mais se permita que as ovelhas sejam dispersas por falsos pastores e devoradas por lobos transvestidos de ovelhas. (Fonte Agência Boa Imprensa https://www.abim.inf.br )