2026: VIII Centenário da morte de São Francisco de Assis – O Santo da Cruz vs. o ídolo do ecumenismo

11/01/2026

São Francisco é um santo e não uma figura dos ecologistas e do ecumenismo

Em 2026, a Igreja celebra o oitavo centenário do "trânsito" de São Francisco de Assis (1182–1226). Para o catolicismo tradicional, esta data não é apenas um marco histórico, mas uma oportunidade urgente de resgatar a verdadeira face do "Poverello", que foi sequestrada por uma narrativa modernista e sentimentalista que o transformou em um símbolo irreconhecível de panteísmo, pacifismo secular e ecumenismo indiferentista.

(Por Vida e Fé Católica)

Biografia de um penitente: o chamado à pobreza

Nascido em uma abastada família de mercadores em Assis, Francisco era o herdeiro de Pietro di Bernardone. Após uma juventude de dissipação e uma experiência na guerra e no cárcere, sua alma foi tocada pela Graça. Diante do crucifixo de São Damião, ele ouviu o comando: "Francisco, vai e restaura a Minha Igreja".

  • Fundação das Ordens: O que começou com a reparação de capelas físicas tornou-se a restauração da moral cristã. Ele fundou a Ordem dos Frades Menores (Primeira Ordem), a Ordem das Clarissas com Santa Clara (Segunda Ordem) e a Ordem Terceira para leigos, permitindo que aqueles que vivem no mundo seguissem o espírito de penitência.

  • O Estigma: Dois anos antes de sua morte, Francisco recebeu no Monte Alverne as chagas de Nosso Senhor em seu próprio corpo, sinal definitivo de sua união com a Paixão de Cristo.

Francisco foi, acima de tudo, um alerta na consciência do clero. Em uma época em que a hierarquia muitas vezes se deixava seduzir pelo luxo e pelo poder temporal, a pobreza absoluta de Francisco não era um protesto social, mas um retorno radical ao Evangelho e à humildade de Cristo.

A deturpação moderna: o "Francisco ecológico"

No século XX, a figura de São Francisco sofreu uma metamorfose ideológica. Ele foi pintado como um "precursor da ecologia" ou um "ativista da paz" ao estilo das seitas New Age.

Esta é uma ideia fundamentalmente errada. São Francisco não amava a "Natureza" por si mesma como uma divindade panteísta. Ele via na criação a Mão do Criador. Seu amor aos animais era uma extensão de sua submissão a Deus; ele pregava aos pássaros sobre a obrigação de louvar ao Senhor, não como um diálogo igualitário entre espécies, mas como uma exortação à ordem divina.

O escândalo de Assis e o falso ecumenismo

O maior ataque à memória e ao espírito de São Francisco ocorreu, paradoxalmente, em sua própria cidade, sob o pontificado de João Paulo II. O Encontro de Assis em 1986 reuniu líderes de várias religiões falsas para "rezar pela paz".

Para o católico tradicional, o evento foi uma ferida na soberania de Cristo Rei:

  • A Profanação das Basílicas: Permitir que cultos pagãos e ritos não cristãos ocorressem dentro de solo consagrado e basílicas católicas é visto como uma violação do primeiro mandamento.

  • O Indiferentismo: A imagem de que todas as religiões são caminhos válidos para a paz ou para Deus nega o dogma Extra Ecclesiam Nulla Salus (Fora da Igreja não há salvação).

Os senhores da Igreja moderna que promovem tais eventos parecem ter esquecido o episódio de Francisco com o Sultão Al-Kamil em 1219. Francisco não atravessou as linhas de frente das Cruzadas para promover um "diálogo inter-religioso" ou confirmar o sultão em seu erro. Ele foi para convertê-lo. Ele chegou a propor o desafio do fogo para provar qual era a fé verdadeira, disposto a morrer para que o sultão conhecesse a Jesus Cristo.

São Francisco da tradição                        O "Francisco" do século XX/XXI
Pregava a conversão dos muçulmanos e pagãos.                  Usado como patrono do diálogo sem conversão.
Focado na Cruz, na penitência e nos estigmas.                       Focado no bem-estar social e na paz secular.
Amava as criaturas como degraus para o Criador.                 Cultuado como ícone do ambientalismo moderno.
Submisso à Doutrina da Igreja de 2000 anos.                         Apresentado como um "rebelde" contra a autoridade.

Restaurar o Poverello

Neste centenário de 2026, o católico deve rejeitar o "Francisco de gesso" das seitas e do ecumenismo liberal. Devemos retornar ao Francisco que chorava porque "o Amor não é amado", ao santo que exigia reverência absoluta à Sagrada Eucaristia e que via na pobreza um meio de desapego total para abraçar o Cristo Crucificado.

São Francisco de Assis não foi um hippie medieval; foi um soldado de Cristo, um filho obediente da Santa Igreja e um pregador da única Verdade que liberta. Que o seu centenário nos inspire não ao diálogo com o erro, mas à coragem da confissão da fé. (Redação: Vida e Fé Católica)

Em apenas 24 anos de vida, atingiu um auge de santidade, tanto no trono quanto ao ser despojada dele.