
1962: Revolução na Igreja; um livro que todo católico deveria ler
Conheça todos os males que ocorreram na Igreja depois do Concílio Vaticano II

Para quem observa o estado atual da Igreja Católica — seminários desertos, igrejas transformadas em museus e uma confusão doutrinária que atinge desde o fiel comum até a alta hierarquia — a pergunta inevitável é: "Onde foi que tudo começou?". A resposta, embora dolorosa para muitos, é apresentada de forma magistral e corajosa pelo Padre Andrea Mancinella em sua obra "1962 - Revolução na Igreja".
(Por Vida e Fé Católica)
Este não é apenas um livro de história; é um diagnóstico preciso da "fumaça de Satanás" que, como disse Paulo VI, penetrou no templo de Deus. Para o católico que busca a Tradição, esta leitura é uma bússola indispensável.
O Ponto de Inflexão: De 2.000 Anos de Dogma à "Nova Mentalidade"
O Padre Mancinella argumenta que o Concílio Vaticano II (iniciado em 1962) não foi apenas um "encontro pastoral", mas um ponto de ruptura. O livro demonstra como houve uma mudança radical de mentalidade: a Igreja, que antes ensinava o mundo a se converter a Cristo, passou a tentar "converter-se" ao mundo moderno.
O autor investiga as raízes do modernismo, aquela "síntese de todas as heresias" já condenada por São Pio X. Mancinella revela como essa corrente, antes mantida sob controle, infiltrou-se nas estruturas da Igreja, aproveitando-se do Concílio para reformular a teologia à imagem e semelhança do humanismo secular.
Os Frutos Amargos: Uma Igreja em Crise
A árvore é conhecida pelos seus frutos (Mt 7,16). Ao analisar as décadas que se seguiram a 1962, o autor expõe estatísticas e realidades que são impossíveis de ignorar:
O Êxodo Sacerdotal: Milhares de padres abandonaram a batina nos anos seguintes às reformas.
Seminários Vazios: A crise de vocações não é um fenômeno "natural", mas o resultado de uma teologia que esvaziou o sentido do sacerdócio sacrificial.
A Perda da Identidade: O católico médio passou a não mais distinguir sua fé do protestantismo ou de uma mera filantropia social.
A Questão Litúrgica: O Drama da Missa Nova
Um dos pontos centrais do livro é a análise das mudanças litúrgicas. A introdução da Missa Nova (Novus Ordo) trouxe consigo o que o autor identifica como agravos à fé:
Antropocentrismo: O foco mudou de Deus (o Sacrifício no Calvário) para o homem (a assembleia e o banquete).
Abusos Litúrgicos: A dessacralização do altar, o uso de músicas profanas e a perda da reverência perante a Sagrada Eucaristia.
Ambiguidade Teológica: A supressão de orações que enfatizavam o pecado, a expiação e o juízo divino, em favor de uma linguagem vaga e excessivamente otimista.
"A revolução na liturgia foi a porta de entrada para a revolução na doutrina."
Sobre o Autor: Pe. Andrea Mancinella
O Padre Andrea Mancinella é um sacerdote italiano que se tornou uma voz de clareza em meio à tempestade. Sua dedicação à análise da crise contemporânea da Igreja é fundamentada não em opiniões pessoais, mas na defesa estrita da Tradição Católica. Ele faz o papel de um vigia que, vendo o perigo se aproximar, não hesita em tocar a trombeta para alertar o rebanho.
A Solução: O Retorno às Fontes da Tradição
O livro de Mancinella não termina no desespero. Pelo contrário, ele aponta o caminho da restauração. A solução para o católico atual não está em criar "algo novo", mas em retornar ao que sempre foi crido e praticado: "Quod ubique, quod semper, quod ab omnibus" (O que foi crido em todo lugar, sempre e por todos).
Para os fiéis de hoje, o chamado é claro:
A Missa de Sempre: Buscar a Missa Tridentina (Missa em Latim), onde o mistério, o sacrifício e a adoração são preservados em sua plenitude sem ambiguidades.
Vida de Fé Pré-Conciliar: Reestudar o Catecismo Romano (do Concílio de Trento) ou o de São Pio X, praticar a ascese cristã, a devoção ao Rosário e a guarda dos mandamentos sem as concessões modernas.
Rejeição ao Modernismo: Identificar e afastar-se de doutrinas que tentam conciliar Cristo com Belial ou a Igreja com o espírito revolucionário do mundo.
"1962 - Revolução na Igreja" é um convite para que o católico deixe de ser uma folha ao vento das modas teológicas e volte a fincar suas raízes na rocha imutável da Tradição Apostólica. É um livro para ler, meditar e, acima de tudo, agir. (Redação: Vida e Fé Católica)





